A idéia partiu da Rainha Clau, moça prendada e conhecedora de beberagens. Dia desses, finalmente, pude comprovar os benefícios organolépticos de se adicionar um trago de cachaça para variar o arroz do diário.
Trata-se de uma pequena, porém astuta, adição de aguardente na hora de refogar o arroz. Neste dia, utilize alho, mas achei bastante dispensável.
Deixarei aqui um relato breve do preparado, muito embora cada cozinheiro(a) possa ter sua maneira de cozinhar arroz. Como sempre, fique à vontade para fazer do jeito que lhe aprouver.
Ingredientes:
- 1 colher de sopa de óleo
- 1 dente de alho esmagado
- 1 xícara de arroz lavado e escorrido
- 1/4 de xícara de cachaça
- 2 1/2 xícaras de água
- sal o quanto baste
Como Fazer:
- Leve a água ao fogo para ferver. Quando as primeiras bolinhas começarem a aparecer, inicie o passo 2.
- Numa panela pequena, leve o óleo para aquecer. Não deixe ficar fumegante, basta aquecer levemente, coisa de poucos segundos.
- Deite o alho para alourar, cuidando para que não queime.
- Adicione os grãos de arroz escorridos e mexa com sua colher de pau.
- Rapidamente, despeje a cachaça e continue mexendo. Não se assuste se ficar inebriado(a) com o aroma, é o álcool que está se despedindo da mistura em forma de vapor.
- Quando secar, adicione a água, que a essa altura deve estar fervendo de ansiedade para juntar-se ao refogado aromático.
- Dê mais uma mexidinha com a colher de pau, só para garantir que nenhum grão ficará grudado no fundo da panela. Abaixe o fogo e coloque a tampa meio de ladinho, para não abafar demais.
- Os tempos de cozimento do arroz podem variar em função da sua bateria de cozinha e da pujança do bico do fogão. Entretanto, fazer arroz não é uma tarefa que permite ausências prolongadas. Recomendo espreitar de vez em quando, só para garantir.
- Desligue o fogo quando, entre os grãos, puder ver uns buraquinhos com quase nada de água. Agora sim, cubra a panela com a tampa e deixe o arroz descansar por uns 10 minutinhos. Essa providência evita que ele se queime e ajuda a soltar os grãos, principalmente quando utilizam-se aquelas panelas de inox com fundo triplo, que de tão boas às vezes me pregam peças.
Como bem disse a Clau, não se sente um gosto definido de cachaça, mas a bebida empresta ao arroz o seu elã, fato que me inspira a, da próxima vez, empregar alguma vodca flavorizada.
Essa é novidade! Arroz com cachaça, fiquei curiosa!
Eu, que sou super fraquinha com álcool, já ia ficar bêbada só com o vaporzinho do arroz subindo.
Dadi, teu vocabulário é rebuscado, hein, amiga? Tive que ir pesquisar o que é “elã”…
Patrícia, não se preocupe, pois todo o álcool vai evaporar. Isso acontece também nos flambados, nos ensopados com vinho tinto, nos risotos… a bebida deixa só um perfuminho, não chega embriagar, não
E acho que meu vocabulário denuncia minha condição de jovem-senhora-moderna-à-moda-antiga, não?
;***
Hic está uma delícia hic!!hehe
Hmmm! Posso quase sentir o cheirinho. Aproveito pra te passar uma receita rápida de pelao (ou pelau ou pelal, não sei como escreve), prato de Trinidad-Tobago que aprendi com o Philo, amigo trinitário com quem dividi casa por uns tempos. Bota o óleo pra aquecer e uma colher de açúcar. Quando dourar, ponha pequenos pedaços de carne (ou frango) pra fritar, mais o alho. Em seguida misture o arroz, dê uma fritadinha, sal a gosto etc. Fácil de fazer e tem um delicioso gosto agridoce.
Dauro, que delícia que deve ser isso! Eu conheço arroz pilau e arroz pilaf, mas são diferentes na composição… quando testar, e vai ser logo, vou publicar a foto aqui
Muito obrigada pela dica e bom finde
A ideia da cachaça é excelente!
Ana e Elvira, vocês precisam testar isso! Ocorreu-me agora de jogar umas raspas de limão verde e chamar de arroz-caipirinha
Que tal, hein?
A água “fervendo de ansiedade”…foi a melhor coisa do meu findi!.r.srs..
Beijos e obrigada por escrever assim! Me faz um bem danado!
Piiiinga! Pena que não como mais arroz regularmente, hehehe. Mas é uma idéia bem interessante, gostei mais da sugestão de vodka, heheh.
E primeira vez que vejo alguém usar o termo “organoléptico” que não seja do meu “meio” profissional. Se bem que não sei qual é a sua formação, heheheh.
Morri de rir do blog da sua amiga, ela ‘nem’ gosta de um “mé”. heheheh.
Este arroz deve ficar uma delícia! Mais ainda por usar um produto 100% nacional! Aprovado!
Neile, você é gentil por demais! Obrigada pelo carinho.
Vitor Hugo, eu não saberia lhe dizer a que “meio” a palavra pertence… de qualquer maneira acho que as propriedades da cachaça se prestam a uma infinidade de preparações, ainda hei de testar outras combinações
Akemi, fica delicado e muito gostoso mesmo.
;***
Dadi, na verdade ela pode ser usada por qualquer meio, né? Eu que sou aleatório por demais, heheh. Só tinha visto pessoas que lidam com a Química (técnico-acadêmico-científico) usar o termo,
Agora me veio uma idéia, imagine usar cachaça com canela para fazer arroz doce? Hummm…..
Vitor Hugo, na escola sempre fui uma verdadeira nulidade em Química! Mas na cozinha faço meus experimentos… meu bico de bunsen é um fogão de quatro bocas, o cadinho é o pilãozinho, a pipeta é o conjunto de xícaras de medida e por aí vai
Felizmente os acidentes de percurso não são graves: uma queimadurinha aqui, um naco de dedo ali… nada de explosões, por enquanto! hahaha
;***
Linda viu só como fica bom mesmo??
Acho que gamei no teu blog…visita diária
Clau, amor correspondido, pois sou fanzoca de todas vocês rainhas
Seja muito bem-vinda!
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Dadi, adoro estas inovações. Com cachaça nunca tinha provado.Com certeza vai pra lista.bhs
Sério? Hahah. Nossa, e o vocabulário químico só cresce! Bico de Bünsen, cadinho, pipetas! Dadivosa é praticamente uma alquimista da cozinha. Até,
Valentina, também sou novidadeira. A Rainha Clau foi brilhante, não acha?
Vitor Hugo, nem eu sabia que me lembrava de tudo isso… sinal de que foram boas as minhas aulas de laboratório de química, né?
Dadi,
Preciso mandar um e-mail pra vc, pode me enviar um para que eu responda?
Obrigada e beijo!
Dadi: realmente, suas aulas devem ter sido muito bem dadas. Professor(a) devia ser muito bom, heheh.